Passarinho que canta assuiimm comeu boa minhoca!!Ai não!

sábado, abril 08, 2006

O Ataque do Cupido...!


- Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii !!!!!!!!!!!!!!!!! Socorro!
- O que foi, Cupido? O que tens? Magoaste-te?
- Ai, ai, ai... quem me acode...
- Diz de uma vez!
- Provoquei um acidente enorme!
- (cara feia do seu interlocutor)
- Estava a limpar o meu arco e as flechas, para os ter a brilhar
para hoje que é um dia tão especial e disparei sem querer...
- Tu sabes que o livro de conduta diz que tens que ter o
máximo de cuidado. Viste pelo menos em quem acertaste?
- Vi... daí o meu desespero!
- Quem foi? Tu não me digas...
- Sim. Ele mesmo... a última pessoa à face da Terra que
deveria ser marcado por mim...
- Eu nem quero estar aqui quando Ele descobrir... Vais ouvir
muitas e boas!
- Mas agora não posso fazer nada... Sabes o que vai acontecer
não tarda nada... O dia de hoje não acaba sem que aquele
mortal se apaixone avassaladoramente.
Ele passeava pela marginal. Conseguira
finalmente marcar encontro com aquela boazona com quem falara varias vezes. Já
muitas lhe tinham passado pelos lençóis, mas aquela teria um
gostinho especial: andara a fazer-se de difícil!
"Mas ninguém resiste ao meu charme" - pensava ele, enquanto
se dirigia para o encontro marcado nno bar.
Parou o carro e quando abriu a porta e saiu, sentiu alguma
coisa nas costas. Um arrepio, uma impressão estranha...
Ia entrar no bar, quando olhou para estrada. Uma
figura feminina estava a chegar num carro vermelho.
Pareceu-lhe a mulher mais bonita que alguma vez tinha visto,
assim envolta na luz do lua, que reflectia no mar azul.
E deu por si, sem se conseguir controlar, a encaminhar-se para
ela. O que lhe estaria a acontecer?
Ela estava só. Sorridente mas nervosa. Aquele que era o dia consagrado aos
enamorados... e ela sem ninguém a quem oferecer um beijo.
Gostava de coisas simples, como era a sua vida, e por isso o
presente mais bonito que poderia receber seria, sem dúvida,
um beijo.
Mas estava sozinha... e isolar-se seria a sua opção. Já que não
tinha com quem dividir o dia, ia fazê-lo consigo própria.
Não concordava com a ideia de se festejar o amor num só dia,
queria poder fazê-lo todos os dias... mas não era possível.
Foi para o lugar mais bonito que conhecia, para perto do mar,
que a fazia sentir tão bem.
Tentava ler (que não estava a conseguir fazer, porque os
pensamentos absorviam-lhe a atenção), quando sentiu alguém
aproximar-se. Voltou-se e viu-o.

Olharam-se e fixaram os olhares um no outro, como se o resto
do mundo tivesse desaparecido.

- Olá!